quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Filme: Encontro com Milton Santos

Encontro com Milton Santos: O mundo global visto do lado de cá, documentário do cineasta brasileiro Sílvio Tendler

http://www.youtube.com/watch?v=-UUB5DW_mnM

terça-feira, 6 de novembro de 2012

[Download] Base do pôster 2

Pessoal,

A Mariana me enviou outra base de pôster já formatada e com algumas dicas de como editar:

[DOWNLOAD]

[Download] Base do pôster

Boa tarde!

Como alguns alunos me informaram, o modelo de pôster que disponibilizei aqui no blog está aparecendo apenas como apresentação do PowerPoint.

Para quem precisar, a base para edição é essa. É só clicar e fazer o download. Já está no tamanho correto para impressão!

Atentem para o cabeçalho. Esse é um modelo que recebi no início do ano para outra disciplina. Não se esqueçam de trocar para GN 107 - Ciência do Sistema Mundo.

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

O impossível pacto entre o lobo e o cordeiro, artigo de Leonardo Boff


Post Festum, podemos dizer: o documento final da Rio+20 apresenta um cardápio generoso de sugestões e de propostas, sem nenhuma obrigatoriedade, com uma dose de boa vontade comovedora mas com uma ingenuidade analítica espantosa, diria até, lastimável. Não é uma bússula que aponta para o “futuro que queremos” mas para a direção de um abismo. Tal resultado pífio se tributa à crença quase religiosa de que a solução da atual crise sistêmica se encontra no veneno que a produziu: na economia.

Não se trata da economia num sentido transcendental, como aquela instância, pouco importam os modos, que garante as bases materiais da vida. Mas da economia categorial, aquela realmente existente que, nos últimos tempos, deu um golpe a todas as demais instâncias (à política, à cultura e à ética) e se instalou, soberana, como o único motor que faz andar a sociedade. É a “Grande Transformação” que já em 1944 o economista húngaro-norteamericano Karl Polanyi denunciava vigorosamente. Este tipo de economia cobre todos os espaços da vida, se propõe acumular riqueza a mais não poder, tirando de todos os ecossistemas, até à sua exaustão, tudo o que seja comercializável e consumível, se regendo pela mais feroz competição. Esta lógica desequilibrou todas as relações para com a Terra e entre os seres humanos.

Face a este caos Ban Ki Moon, Secretário Geral da ONU, não se cansa de repetir na abertura das Conferências: estamos diante das últimas chances que temos de nos salvar. Enfaticamente em 2011 em Davos diante dos “senhores do dinheiro e da guerra econômica”declarou:”O atual modelo econômico mundial é um pacto de suicídio global”. Albert Jacquard, conhecido geneticista francês, intitulou assim um de seus últimos livros:”A contagem regressiva já começou?”(2009).

Os que decidem não dão a mínima atenção aos alertas da comunidade científica mundial. Nunca se viu tamanha descolagem entre ciência e política e também entre ética e economia como atualmente. Isso me reporta ao comentário cínico de Napoleão depois da batalha de Eylau ao ver milhares de soldados mortos sobre a neve:” Uma noite de Paris compensará tudo isso”. Eles continuam recitando o credo: um pouco mais do mesmo, de economia e já sairemos da crise. É possível o pacto entre o cordeiro(ecologia) e o lobo(economia)? Tudo indica que é impossível pois o lobo sempre devorará o cordeiro.

Podem agregar quantos adjetivos quiserem a este tipo vigente de economia, sustentável, verde e outros, que não lhe mudarão a natureza. Imaginam que limar os dentes do lobo lhe tira a ferocidade, quando esta reside não nos dentes mas em sua natureza. A natureza desta economia é querer crescer sempre, a despeito da devastação do sitema-natureza e do sistema-vida. Não crescer é prescrever a própria morte. Ocorre que a Terra não aquenta mais esse assalto sistemático a seus bens e serviços. Acresce a isso a injustiça social, tão grave quanto a injustiça ecológica. Um rico médio consome 16 vezes mais que um pobre médio. Um africano tem trinta anos a menos de expectativa de vida que um europeu (Jaquard, 28).

Face a tais crimes como não se indignar e não exigir uma mudança de rumo? A Carta da Terra nos oferece uma direção segura :”Como nunca antes na história, o destino comum nos conclama a buscar um novo começo. Isto requer uma mudança na mente e no coração; requer um novo sentido de interdependência global e de responsabilidade universal…para alcançarmos um modo sustentável de vida nos níveis local, nacional, regional e global”(final). Mudar a mente implica um novo olhar sobre a Terra não como o “mundo-máquina” mas como um organismo vivo, a Terra-mãe a quem cabe respeito e cuidado.

Mudar o coração significa superar a ditadura da razão técnico-científica e resgatar a razão sensível onde reside o sentimento profundo, a paixão pela mudança e o amor e o respeito a tudo o que existe e vive. No lugar da concorrência, viver a interdependência global, outro nome para a cooperação e no lugar da indiferença, a responsabilidade universal, quer dizer, decidir enfrentar juntos o risco global.

Valem as palavras do Nazareno:”Se não vos converterdes, todos perecereis”(Lc 13,5).

Leonardo Boff é autor com Mark Hathaway, O Tao da Libertação, explorando a ecologia da transformação,Vozes 2012.

* Artigo originalmente publicado por Leonardo Boff em seu blogue pessoal.

EcoDebate, 12/07/2012

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Indicação de filme

Capitalismo: Uma história de amor': Michael Moore

Michael Moore apresenta uma análise de como o capitalismo corrompeu os ideais de liberdade previstos na Constituição dos Estados Unidos, visando gerar lucros cada vez maiores para um grupo seleto da sociedade, enquanto que a maioria perde cada vez mais direitos.

Extraído de http://www.adorocinema.com/filmes/filme-143892/

sábado, 20 de outubro de 2012

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Conhecendo os autores IV - George Gardner

George Gardner (1809 ou 1812-1849), botânico, naturalista, zoólogo, médico e explorador escocês, desembarcou no Rio de Janeiro em 1836. Aqui ficou até 1841, quando retornou à Inglaterra munido de diversos estudos, principalmente sobre a flora brasileira. Seus relatos de viagens, que incluíram ainda lugares como Sri Lanka, carregam reflexões valiosas também sobre os costumes e a vida locais. Para saber mais, acesse:


"Não foi sem grande pesar que deixei o Brasil, porque a vida que lá vivi era independente e livre e para minha saúde, seu clima era melhor que o da Inglaterra; que o país é belo e mais rico que qualquer outro do mundo nos objetos naturais a cujo estudo devotei a minha vida".
Gardner, ao final de sua obra "Viagem ao interior do Brasil".

Resenha do texto de Engels

ENGELS, Friedrich, “O Papel do trabalho na transformação do macaco em homem”. In: ENGELS, F. O papel do trabalho na transformação do macaco em homem. São Paulo, Global Editora, 1986. pp. 11-37.

Em sua obra “O Papel do Trabalho na Transformação do Macaco em Homem”, Friedrich Engels, faz uma análise dos processos responsáveis pela transformação mencionada no título e dos resultados obtidos a partir delas. Este texto não possui subdivisões, a não ser por uma breve apresentação escrita por Renato Queiroz.
O texto se inicia afirmando que o trabalho não é apenas o responsável pela criação de riquezas, como afirmam os economistas, mas, de certa forma, pela criação do próprio homem, pois foi ele que deu origem às transformações ocorridas nos macacos.
Durante os milhares de anos dessa transformação, o corpo dos macacos foi sendo adaptado e evoluiu. A cada mudança em seus hábitos, como a saída dos galhos para começar a caminhar no chão, seu organismo sofria também alterações baseadas nessa mudança. No exemplo citado, por não utilizarem mais as mãos para caminhar no chão, ela passou a ser útil para outros fins, sofrendo alterações. Assim, o autor conclui que o nosso corpo não é apenas um órgão de trabalho, mas, também, um produto dele, o que se deve ao aperfeiçoamento do corpo advindo de suas novas funções e a transmissão hereditária destes. (pp. 21-22)
As adaptações de mãos e pés acarretaram mudanças em todo o organismo, por causa da Correlação do Crescimento, lei descoberta por Darwin. O melhor exemplo dessas mudanças seria o surgimento da linguagem: os homens, que são extremamente sociáveis, em determinado momento de sua evolução, sentiram a necessidade de dizer algo uns aos outros, o que acarretou no surgimento dos órgãos vocais.
O trabalho e a linguagem são os dois fatores principais na transformação e evolução do cérebro símio para o humano, maior e mais perfeito. E, com essa evolução, evoluíram também os sentidos, que, segundo o autor, são os instrumentos imediatos do cérebro. (p. 25)
Conforme evoluía e se distanciava da animalidade, o homem exercia mais e mais sua influência sobre a natureza, sempre através do trabalho, visando atingir objetivos pré-determinados. E essa seria a principal diferença entre o trabalho humano e o animal: o homem age sobre a natureza, modificando-a, conforme suas necessidades e suas vontades, enquanto o animal só pode aproveitar o que a natureza oferece, sem modificá-la. Colocando em poucas palavras, o homem domina a natureza enquanto o animal apenas se utiliza dela. (p. 33)
Mas essa dominação da natureza por parte do homem gera respostas desta. O autor cita alguns exemplos, como o dos povos antigos da Mesopotâmia, Grécia, Ásia Menor e outras regiões, que, ao desmatarem bosques para cultivar a terra livre, destruíram reservas de umidade, sendo responsável pela aridez atual desses lugares. Mas os homens aprenderam a prever e a evitar essas respostas da natureza, sempre por meio do aprendizado de novas técnicas. Porém os homens ainda estão longe de prever e evitar as consequências sociais de seus atos. Para citar um exemplo, Colombo não sabia, ao descobrir a América, que faria ressurgir a escravidão, há muito extinta.
Apesar de parcialmente datado, este texto, escrito no final do século XIX, traz elementos muito importantes para qualquer estudioso das ciências sociais, por tratar de um fator determinante na evolução do ser humano, o trabalho. Levando em consideração a data em que foi escrito e adaptando-o aos dias de hoje, podemos tirar muitas informações essenciais deste texto. Além disso, percebemos uma crítica por parte do autor, criador do socialismo científico ao lado de Karl Marx, a todos os meios de produção existentes, por sempre visarem um resultado imediato, sem se preocupar com as consequências que surgiriam mais tarde.
Friedrich Engels foi um teórico revolucionário alemão que escreveu livros de profunda análise social. Juntamente com Marx, escreveu O Manifesto do Partido Comunista e ajudou a publicar os dois últimos volumes de "O Capital", escrito por Marx.

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Resenha do texto de Andrade



ANDRADE, M. C. de, "As ideias geográficas na antiguidade”; “A geografia na idademédia” e “A geografia dos tempos modernos”. In: ANDRADE, M. C. de, Geografia, Ciência da Sociedade: umaintrodução a análise do pensamento geográfico. São Paulo: Editora Atlas, 1987. P. 20-45.


Datada de 1987, a obra de Manuel Correia de Andrade intitulada “Geografia,Ciência da Sociedade: uma introdução à análise do pensamento geográfico” (SãoPaulo: Editora Atlas, 1987) traz nos seus capítulos: “As ideias geográficas naantiguidade”; “A geografia na idade média” e “A geografia dos tempos modernos” (p.20-45) as premissas do desenvolvimento dos conhecimentos geográficos na humanidadeatravés dos séculos, e como esse desenvolvimento se articulou com base emdiversos aspectos intrínsecos à sociedade.
No segundo capítulo de seu livro, “As ideias geográficas naantiguidade”, o autor disserta sobre as técnicas utilizadas nas sociedades emquestão que os permitiam sobreviver e de como o meio influenciava ocomportamento e a visão estratégica do território. Segundo Andrade, não épossível afirmar “que eles fizessem ou cultivassem uma Ciência geográfica” (p.22). No entanto, é interessante abordar o fato de o autor considerar que estespovos “cultivasse ideias de ordem geográfica” (p. 22), através de práticasempíricas cotidianas.
No capítulo subsequente, fica clara a importância com que oautor trata o desenvolvimento do pensamento geográfico através dos gregos e dascivilizações da Idade Média. Andrade expõe diversos avanços, sobretudo naastronomia, geometria e geodésia, evidenciando os conhecimentos dascivilizações cujas contribuições científicas serviram como base para as atuaisconjecturas geográficas. Andrade retrata ainda a efervescência dos pensamentosinfluenciados pela Igreja católica e o surgimento do capitalismo comercial, queserviriam como base para as transformações políticas, econômicas e sociais dosséculos subsequentes e que, dessa forma, alterariam os modelos de apropriação eexploração do espaço.
No quarto capítulo do livro de Manuel Correia de Andrade, o focoé no desenvolvimento da Geografia nos tempos modernos. O autor se utiliza deacontecimentos como a Segunda Guerra Mundial para relatar a influência dosaspectos políticos e econômicos na apropriação do espaço. Por fim, Andrade dizconsiderar os “conhecimentos geográficos esparsos e interligados às váriasciências” (p. 44). Sendo assim, o autor ao final do capítulo cita importantesnomes ligados ao conhecimento científico e suas particularidades que osaproximam do estudo da Geografia.
Durante todos os capítulos abordados, a principal ideia retiradaé a de que a geografia, enquanto ciência do espaço, não é algo estático,imutável, mas sim resultado da combinação de diversos fatores de cunhopolítico, cultural e social, retratados com excelência pelo autor através deuma retrospectiva histórica que não apenas narra os fatos acontecidos, mastambém os atrela ao desenvolvimento do conhecimento geográfico desde os povospré-históricos até as sociedades dos tempos modernos. Este, entre outrosmotivos torna a leitura válida. De forma clara e precisa, o autor liga odesenvolvimento das civilizações ao conhecimento científico e geográfico daépoca, evidenciando, além dos grandes feitos dessas sociedades, a forma comoutilizavam esses conhecimentos em seu próprio benefício econômico, social ecultural. Como o nome do livro nospropõe, Andrade irá ao longo dos capítulos abordados nos mostrar como aGeografia influencia e é influenciada pela sociedade.

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Indicação de leitura

  • SOAREZ DE OLIVEIRA, A.M. Relação homem/natureza no modo de produção capitalista
    Scripta Nova, Revista Electrónica de Geografía y Ciencias Sociales, Universidad de Barcelona, Vol. VI, nº 119 (18), 2002. [ISSN: 1138-9788]

    Para deixar ainda mais claro, a homem-natureza e trabalho.
    Esse texto traz as conceituações de natureza por diversos autores e pontos de vista, mostrando didaticamente além da epistemologia as implicações do modelo de produção capitalista na forma dual como percebemos a natureza atualmente.
    E ainda para pensarmos também a crise ecológica, que discutiremos em breve.

    E uma curiosidade, que associa design, tecnologia e preservação (?).
    Crença de que a tecnologia e a racionalização supera a dinâmica natural.

sábado, 25 de agosto de 2012

Conhecendo os autores III - Friedrich Engels e Milton Santos


O prussiano Friedrich Engels (1820-1895) é mais conhecido pela parceria com Karl Marx na redação do Manifesto do Partido Comunista (1848). No entanto, deixou extensa bibliografia, de grande valia para os estudos geográficos. A seguir, mais sobre a obra do filósofo:


"A grande indústria, pelo fato de ter criado o mercado mundial, levou todos os povos da Terra (...) a uma tal ligação uns com os outros que cada povo está dependente daquilo que acontece a outro. Além disso, em todos os países civilizados ela igualou de tal maneira o desenvolvimento social, que em todos esses países a burguesia e o proletariado se tornaram as duas classes decisivas da sociedade e a luta entre elas a luta principal dos nossos dias. A revolução comunista não será, portanto, uma revolução simplesmente nacional; será uma revolução que se realizará simultaneamente em todos os países civilizados".
Engels em "Princípios Básicos do Comunismo", texto bastante didático escrito em 1847.

***


Já Milton Almeida dos Santos (1926-2001), baiano da região da Chapada Diamantina, foi o único brasileiro agraciado com o Vautrin Lud, maior premiação internacional em Geografia. Publicou mais de 50 livros durante sua longa trajetória, que contou ainda com períodos de estadia na África, na Europa e em outros países da América. Saiba mais:


"Os geógrafos, ao lado de outros cientistas sociais, devem se preparar para colocar os fundamentos de um espaço verdadeiramente humano, um espaço que una os homens por e para seu trabalho, mas não para em seguida os separar entre classes, entre exploradores e explorados; um espaço matéria inerte trabalhado pelo homem, mas não para se voltar contra ele; um espaço, natureza social aberta à contemplação direta dos seres humanos, e não um artifício; um espaço instrumento de reprodução da vida, e não uma mercadoria trabalhada por uma outra mercadoria, o homem artificializado".
Santos no último parágrafo de "Por uma Geografia Nova: da Crítica da Geografia a uma Geografia Crítica", publicado pela primeira vez em 1978.

sábado, 18 de agosto de 2012

Conhecendo os autores II - Hildebert Isnard


Hildebert Isnard (1904-1983), geógrafo francês, é o autor de "O espaço do geógrafo", leitura da aula 3. De nome semelhante, seu livro "O espaço geográfico" (1978) é importante referência de método na Geografia. Sua obra inclui, ainda, uma série de textos a respeito de países africanos e da região mediterrânea. Como há pouco material em português, os links a seguir estão em francês:


“Seria nada compreender do que é considerado geográfico, ver no espaço somente um suporte da ação humana, enquanto que na verdade o espaço é uma construção da sociedade, cuja produção não é só uma manifestação mas a sua própria realização. Existe com efeito uma dialética espaço-sociedade; os homens criam o espaço e, nesta obra de criação, organizam-se em sociedade”.
Isnard em "O espaço geográfico" (1982, p. 84).

Conhecendo os autores I - Manuel Correia de Andrade


Manuel Correia de Andrade (1922-2007), importante geógrafo pernambucano, é o autor de "Geografia, ciência da sociedade", leitura da aula 1. Mais sobre a vida e a vasta obra do professor nos links a seguir:


"Quando me formei, geografia e história eram o mesmo curso. Então, eu não sei se me consideraria geógrafo ou historiador. Também porque acho que a geografia, ao analisar o espaço, vê os marcos que existem naquele espaço. Mas esses marcos não foram feitos hoje, são o resultado de uma evolução histórica. Por isso é que eu me preocupo muito com a história".
Andrade, em entrevista na qual trata de assuntos como sua trajetória, influências, participação política, reforma agrária e o Brasil dos anos 2000.


Links complementares - aula 2

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Caros Alunos!

Este é um pequeno guia de dicas para a elaboração do Pôster Científico! Conforme consta no programa, esta será uma forma de avaliação e também a oportunidade de já entrar em contato com esta ferramenta muito utilizada em congressos e encontros acadêmicos. Junto com o pôster lhes é solicitado um pequeno trabalho de pesquisa que deve ter de 3 a 5 páginas.

Dicas do Trabalho de Pesquisa:
  • Escolha seu tema dentre os estipulados no programa;
  • É muito importante que a pesquisa seja bem embasada nas leituras realizadas, porém é bem interessante que algumas ideias e pontos de vista despertados durante a pesquisa sejam trabalhados. Como podem perceber, o trabalho impresso não é muito grande, apenas 5 a 8 páginas, então a coesão e concisão também deverão ser bem trabalhadas para que não fique muito superficial.
  • A apresentação do Pôster Científico serve justamente para que a sua carga de pesquisa e ponto de vista sobre o tema sejam explicitados. Por isso, não caia na tentação de fazer uma pesquisa “rasa” para o trabalho escrito, pois o seu preparo será demonstrado, principalmente, durante a apresentação. No trabalho escrito, fica muito mais fácil organizar as ideias se você já possui um planejamento para a apresentação; dessa forma, consegue com maior facilidade ser conciso.
  • O trabalho escrito deve conter:
Introdução – Apresente o tema escolhido e faça observações pertinentes.
Pesquisa e Discussão – Conteúdo pesquisado que deve ser trabalhado com as ferramentas e conceitos que os autores que encontrar sobre seu tema fornecerão. Caso deseje, você pode subdividir o tópico.
Conclusão – Ordene o pensamento das informações coletadas e a discussão de forma sucinta, fechando o trabalho.
Referências – Não esqueça das referências! Elas são muito importantes também, porque além de creditar a fonte de conhecimento, servem para pesquisas e consultas futuras!
  • No canto esquerdo do Blog consta o link para as normas da ABNT.

Dicas para o Pôster Científico:

O Pôster Científico é uma ótima forma de transmitir conhecimentos e novas ideias de maneira objetiva. Abaixo, seguem algumas dicas de como realizá-lo e também do que evitar. Um modelo está disponível para que você possa ter um parâmetro.

Dicas de Ouro!
  • Primeiramente, é importante entender que, embora o pôster seja uma forma econômica de apresentar um conhecimento, ele deve conter essencialmente o que você deseja comunicar. Não pode ser algo que necessariamente precise de você para explicá-lo, mas também deve servi-lo quando você estiver defendendo sua pesquisa;
  • A segunda dica está ligada à primeira. Como o pôster é uma ferramenta de comunicação visual, é necessário que não seja muito carregado de texto. Para isso, figuras, fluxogramas, esquemas, mapas e outras formas de organização sintética do conhecimento podem ser utilizados;
  • É muito importante que o pôster traga suas referências de pesquisa e que você, na sua exposição, consiga explorar as informações e conceitos dos autores pesquisados no seu tema.

Dicas Técnicas!
  • O título deve ter um bom destaque, permitindo que um visitante em potencial saiba facilmente do que trata o trabalho;
  • Use fontes grandes, como 24 pt para o texto, 34 pt para os cabeçalhos e 70 pt para o título. Uma pessoa deve ser capaz de ler o pôster confortavelmente a 1,5 m de distância. Cuidado com fontes incomuns, que podem não estar disponíveis na gráfica da esquina. Dê preferência a fontes não serifadas (sem ornamentos), tais como Arial, Verdana ou Tahoma, pois elas facilitam a leitura a longa distância. Evite misturar fontes muito diferentes;
  • As diferentes seções devem estar bem separadas uma das outras, a fim de facilitar para o visitante reconhecer onde está cada seção do trabalho. Costuma-se dividir o pôster em três colunas, para que fique mais amigável à leitura. Porém no modelo você pode perceber que existem outras formas de organização;
  • As figuras devem ser atraentes e explicativas. Use o bom senso;
  • Um bom pôster, conforme citado na dica de ouro, deve ter pouco texto; contudo, deve conseguir comunicar por si o intuito da pesquisa;
  • Lembre-se: o pôster é sua ferramenta! É muito importante o seu preparo, até para que você se sinta mais seguro e tranquilo na apresentação;

Espero ter ajudado!
Abraços!

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Material de estudos

Os textos indicados na disciplina estão:
na biblioteca
disponíveis para cópia do xerox da elétrica
E sempre que houver, disponibilizados em links pelo BLOG.

Se encontrar algum texto on line não divulgado no BLOG,
 ou puder escaneá-lo por favor nos envie, para socializarmos entre os alunos.

sábado, 4 de agosto de 2012

Textos indicados para resenha

A geografia e o entendimento do sistema mundo
Texto 01: “As ideias geográficas na antiguidade”; “A geografia na idade média” e “A geografia dos tempos modernos”. In: ANDRADE, Manuel Correia de. Geografia, Ciência da Sociedade: uma introdução a analise do pensamento geográfico. São Paulo: Editora Atlas, 1987. pp.20-45.

O espaço geográfico: aspectos conceituais
Texto 02: “O espaço do geógrafo” (ISNARD, H.). In: Boletim Geográfico. Rio de Janeiro. no. 258/259, jan./dez. 1978, pp.05-17.

O trabalho, as técnicas e as sucessivas transformações do espaço geográfico
Texto 03A: “O Papel do trabalho na transformação do macaco em homem”. IN. ENGELS, F. O papel do trabalho na transformação do macaco em homem. São Paulo, Global Editora, 1986. pp. 11-37.

Texto 03B: “As técnicas, o tempo e o espaço geográfico”. In: SANTOS, Milton. A Natureza do Espaço: técnica e tempo; razão e emoção. São Paulo, Hicitec, 1996. pp. 25-49.

A contribuição da geografia dos viajantes para o conhecimento dos povos do Sistema Mundo
Texto 04: GARDNER, George. Viagem ao Interior do Brasil, principalmente nas províncias do Norte e nos distritos do ouro e do diamante durante os anos 1836-1841. Belo Horizonte: Livraria Itatiaia Editora Ltda; São Paulo: Edusp, 1975. pp.9-32.

A expansão do capitalismo, a formação dos Estados Territoriais e a reorganização política do mundo
Texto 05: “A grande expansão” e “o mundo unificado”. In: HOBSBAWM, Eric J. A Era do Capital 1848-1875. São Paulo: Paz e Terra, 1996. pp. 53-105.

As redes globais da informação
.
Texto 06: “A revolução contemporânea em matéria de comunicação” (Pierre Lévy). In: Revista FAMECOS. Porto Alegre. No. 9, 1998.

O processo de urbanização e de metropolização do mundo
Texto 07: “Redes, nodos e cidades: transformação da metrópole latino-americana (MATOS, Carlos de). In: RIBEIRO, Luiz Cesar de Queiroz (org.). Metrópoles: entre a coesão e a fragmentação, a cooperação e o conflito. São Paulo: Editora Perseu Abramo; Rio de Janeiro: Fase, 2004. pp.157-196

Globalização e a ordem ambiental internacional
Texto 08: “A construção do sistema mundo moderno-colonial numa perspectiva ambiental”. In: GONÇALVES, Carlos Walter Porto. A Globalização da Natureza e a natureza da globalização. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2006. pp.22-58.

As empresas, as instituições supranacionais e os movimentos sociais e a organização do sistema mundo contemporâneo
Texto 09: “Introdução: para ampliar o cânone democrático” (SOUZA SANTOS, Boaventura de & AVRITZER, Leonardo). In: SOUZA SANTOS, Boaventura (org.). Democratizar a Democracia: Os Caminhos da Democracia Participativa. [Vol.1]. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2002. pp.39-82.

Um novo mundo possível: alternativas e desafios
Texto 10: “A transição em Marcha”. In: SANTOS, Milton. Por uma outra globalização: do pensamento único à consciência universal. Rio de Janeiro: Record, 2000. pp.141-174.

Programa da disciplina


EMENTA

Definição do objeto da Geografia. Fundamentos teórico-metodológicos para análise do espaço geográfico. Distinção entre espaço natural e espaço geográfico. Técnica e política: as sucessivas transformações do meio geográfico. O processo de planetarização do espaço geográfico. Compartimentação do espaço e indissociabilidade das relações entre lugar, região, território e mundo no atual período histórico.


OBJETIVOS

Analisar o espaço geográfico do passado e do presente à luz dos fundamentos teórico-metodológicos das ciências humanas, em particular da geografia. Discutir a construção conceitual do sistema-mundo, da planetarização do espaço e da globalização. A relação do território brasileiro com o mundo será tomada como objeto permanente de reflexão.

PROGRAMA

1. A geografia e o entendimento do sistema mundo
2. O espaço geográfico: aspectos conceituais
3. O trabalho, as técnicas e as sucessivas transformações do espaço geográfico.
4. A contribuição dos viajantes para o conhecimento dos territórios do Sistema Mundo.
5. A expansão do capitalismo, a formação dos Estados Territoriais e a reorganização política do mundo.
6. As redes globais da informação.
7. O processo de urbanização e de metropolização do mundo.
8. As empresas, as instituições supranacionais, os movimentos sociais e a organização do sistema mundo contemporâneo
9. A modernização e a crise do sistema mundo contemporâneo
10. Globalização e a ordem ambiental internacional
11. Um novo mundo possível: alternativas e desafios.

METODOLOGIA

Aulas expositivas, textos para leitura e discussões, trabalho em grupo acompanhado de orientação à pesquisa, exercícios e resenhas.